Eu devo desculpas a mim mesma, por me sobrecarregar, por me expor ao que eu certamente não estava apta a aguentar. Meu corpo já não aguenta, está totalmente dolorido, ninguém pagará pelo tempo perdido, pelas horas que chorei baixinho, pelas horas que gritei internamente e disse que estava tudo bem. Eu só estava atrás de respostas, e sem demora me encontrei com mais dúvidas, com mais peso sobre esse fardo que recebi assim sem ao menos pedir, estranho é a sensação de que lá fora o mundo está gritando, porém aqui dentro de mim tudo está silencioso, paralisado, imóvel, inconstante, surreal, fato, eu ao menos sei o que estou dizendo, minhas palavras aleatórias não dizem nada, não descrevem metade do que me corrói, não dizem nada a respeito do que eu senti, quando virei a cara para o mundo, e as pessoas que nele habitavam, sim, tais pessoas que tinham a mania de dizer que me amavam só me olharam, apontaram o dedo. Os gritos, os julgamentos sem propósito que caiam sobre mim, ecoavam sobre as paredes e ardia meu coração que explodia sobre meus olhos e consequentemente minhas lágrimas escorriam, ao menos uma dessas pessoas se calou e me abraçou, me impedindo de ir. Elas amavam meu sorriso e foi aí que iniciou o meu maior erro, eu acreditei que elas estariam comigo não apenas nos momentos bons, mas também nos meus colapsos, de angústia, tristeza. Indiscritível é a sensação de ser apenas mais uma, de ser ninguém para aqueles que eram tudo. Desiludi, acordei dos meus sonho de garota sentimental, voltei a me fechar num mundo meu, apenas meu. Nenhuma palavra mudará minha decisão, minha maior escolhar de largar tudo e me tornar suficiente o bastante para não precisar de mais ninguém. E sinceramente, foda-se o amor mediocre de vocês. Tal amor que eu já não aceito mais.
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
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