Me deixa falar, me deixa escrever. Eu ando precisando ser sincera contigo, mas não dá, sabe? Eu começo a escrever e você vem com esse papo superficial, como se desviasse do assunto. Afinal, você sabe o que direi. Já não é mais novidade, não é? Não precisa ler isso, não precisa fingir que se importa. Mas deixa eu, lá no fundo da minha alma, ter a pequena esperança de que você tem medo de me ver sofrer. Que cada palavra aqui dita te fará tremer, desejar. Me deixa sonhar que você está sentindo a minha falta, nesse instante - exatamente como eu sinto a tua. E esse é o meu maior problema, sabe. Eu sinto a tua falta de uma forma totalmente ridícula, como se algum dia tivéssemos sido algo. E não fomos? Sem beijos, sem carícias. Mas amor não nos faltava, ninguém pode negar. Os nossos olhares nos entregavam, a nossa sintonia deixava tudo tão claro… Podia fazer -10ºC do lado de fora, junto a ti eu estava sempre quente. É, amor não nos faltava. Amizade também não. Afinal, ainda escuto a tua risada durante a madrugada, o som da tua voz tentando me irritar, me fazer gritar. E geralmente conseguia, não é? Você tinha uma facilidade para me domar que eu nunca fui capaz de compreender - mas aceitei. Não parecia certo, bem pelo contrário, parecia errado demais. E eu não conseguia me importar, porque o teu errado era tão bom que se transformava no melhor para mim. A gente se dava tão bem, tínhamos tudo para dar certo. Então, eu te prometi que seria só amizade. Que não ia passar disso, porque amor com nós não daria certo. Porque não, meu bem, porque não? Você estava com tanto medo, tanto pavor. E acabou por se deixar levar por isso, não é? Eu te entendo, em partes - eu também estava assustada com a intensidade do que sentia. Nos dias de hoje os sentimentos são tão supérfluos que quando nos deparamos com algo de maior intensidade, nossa reação natural é fugir. E você fugiu, meu bem. Fugiu e se escondeu como um garotinho amedrontado. Mas fica tranquilo, eu te entendo, juro que entendo. Só sinto falta, só isso. Odeio admitir, mas eu já havia me acostumado a ter você por perto, e então, como eu um passe de mágica, você sumiu. Prometi que não me importaria, que arrumaria outro igual… Mas você sabe como é, não sabe? Também não conseguistes me substituir, aposto. A gente se entendia como ninguém, e você sabe disso. Só tem medo de me querer, de me amar. O teu ego inflado nunca foi capaz de amar a ninguém além de si mesmo, e então eu apareci e você viu o seu amor próprio sendo ameaçado. Diz que não, garoto, olha nos meus olhos e nega que me amou mais do que a si mesmo. Que me quer, no presente, mais do que qualquer outra garota que beijas. Amor demais também é um problema, não é? Principalmente para nós dois. O nosso problema é que era cedo demais e rápido demais… Mesmo que eu desejasse que fosse para sempre. Então, volta pra mim, por favor. Bate na minha porta, aparece na minha rua às 3 horas da manhã gritando o meu nome, me manda uma carta, um bilhete, flores… Faz alguma coisa, por favor. A gente tá se perdendo, se deixando levar pelas ondas do esquecimento. Não deixa isso acontecer, não deixa a gente virar nada. Porque você é o meu tudo. O que sobraria de mim, se me tirassem a minha melhor parte? Não deixa isso acabar. Volta pra mim, volta pro seu lugar. E me deixa voltar pros teus braços. Deixa nossas mãos se encontrarem novamente, nossos corações pulsarem em uníssono. Não vai embora, não se perca. Odeio admitir, mas eu ando precisando de você aqui. E sei que, lá no fundo, você precisa de mim também. Por favor, não deixa isso acabar - você é importante demais na minha vida para eu simplesmente te ver indo embora tão facilmente. Cura essa minha ferida, preenche meu vazio. Acaba com esse aperto no meu peito, com essa vontade que as minhas lágrimas tem de cair… Não me deixa sozinha, eu não sei se consigo aguentar, sem você. Ana F
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Me deixa falar, me deixa escrever. Eu ando precisando ser sincera contigo, mas não dá, sabe? Eu começo a escrever e você vem com esse papo superficial, como se desviasse do assunto. Afinal, você sabe o que direi. Já não é mais novidade, não é? Não precisa ler isso, não precisa fingir que se importa. Mas deixa eu, lá no fundo da minha alma, ter a pequena esperança de que você tem medo de me ver sofrer. Que cada palavra aqui dita te fará tremer, desejar. Me deixa sonhar que você está sentindo a minha falta, nesse instante - exatamente como eu sinto a tua. E esse é o meu maior problema, sabe. Eu sinto a tua falta de uma forma totalmente ridícula, como se algum dia tivéssemos sido algo. E não fomos? Sem beijos, sem carícias. Mas amor não nos faltava, ninguém pode negar. Os nossos olhares nos entregavam, a nossa sintonia deixava tudo tão claro… Podia fazer -10ºC do lado de fora, junto a ti eu estava sempre quente. É, amor não nos faltava. Amizade também não. Afinal, ainda escuto a tua risada durante a madrugada, o som da tua voz tentando me irritar, me fazer gritar. E geralmente conseguia, não é? Você tinha uma facilidade para me domar que eu nunca fui capaz de compreender - mas aceitei. Não parecia certo, bem pelo contrário, parecia errado demais. E eu não conseguia me importar, porque o teu errado era tão bom que se transformava no melhor para mim. A gente se dava tão bem, tínhamos tudo para dar certo. Então, eu te prometi que seria só amizade. Que não ia passar disso, porque amor com nós não daria certo. Porque não, meu bem, porque não? Você estava com tanto medo, tanto pavor. E acabou por se deixar levar por isso, não é? Eu te entendo, em partes - eu também estava assustada com a intensidade do que sentia. Nos dias de hoje os sentimentos são tão supérfluos que quando nos deparamos com algo de maior intensidade, nossa reação natural é fugir. E você fugiu, meu bem. Fugiu e se escondeu como um garotinho amedrontado. Mas fica tranquilo, eu te entendo, juro que entendo. Só sinto falta, só isso. Odeio admitir, mas eu já havia me acostumado a ter você por perto, e então, como eu um passe de mágica, você sumiu. Prometi que não me importaria, que arrumaria outro igual… Mas você sabe como é, não sabe? Também não conseguistes me substituir, aposto. A gente se entendia como ninguém, e você sabe disso. Só tem medo de me querer, de me amar. O teu ego inflado nunca foi capaz de amar a ninguém além de si mesmo, e então eu apareci e você viu o seu amor próprio sendo ameaçado. Diz que não, garoto, olha nos meus olhos e nega que me amou mais do que a si mesmo. Que me quer, no presente, mais do que qualquer outra garota que beijas. Amor demais também é um problema, não é? Principalmente para nós dois. O nosso problema é que era cedo demais e rápido demais… Mesmo que eu desejasse que fosse para sempre. Então, volta pra mim, por favor. Bate na minha porta, aparece na minha rua às 3 horas da manhã gritando o meu nome, me manda uma carta, um bilhete, flores… Faz alguma coisa, por favor. A gente tá se perdendo, se deixando levar pelas ondas do esquecimento. Não deixa isso acontecer, não deixa a gente virar nada. Porque você é o meu tudo. O que sobraria de mim, se me tirassem a minha melhor parte? Não deixa isso acabar. Volta pra mim, volta pro seu lugar. E me deixa voltar pros teus braços. Deixa nossas mãos se encontrarem novamente, nossos corações pulsarem em uníssono. Não vai embora, não se perca. Odeio admitir, mas eu ando precisando de você aqui. E sei que, lá no fundo, você precisa de mim também. Por favor, não deixa isso acabar - você é importante demais na minha vida para eu simplesmente te ver indo embora tão facilmente. Cura essa minha ferida, preenche meu vazio. Acaba com esse aperto no meu peito, com essa vontade que as minhas lágrimas tem de cair… Não me deixa sozinha, eu não sei se consigo aguentar, sem você. Ana F
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