terça-feira, 16 de agosto de 2011

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Sentei na cama, era cedo pra tomar banho. Tombei para trás, abracei o travesseiro e pensei nele, a melhor coisa do mundo não é ficar deitada o dia inteiro, a melhor coisa do mundo é pensar nele, é lembrar-se dele, ele fechando os olhos onde eram os olhos e sorrindo onde era a boca, tão raro, o olho direito um pouco menor quando do esquerdo e tão triste do que o outro, todo um lado da cara é mais triste do que o outro. Infinitamente. Eu poderia ficar repetindo infinitamente. Uma simples palavra que se entende por rios, montes, vales infinitos, compridos como os braços de Deus. E a boca? Inquietante a boca mordendo, mastigando, mordendo. Fiquei fascinada. Oh mente pervertida, queria ser santa! Pura como esse perfume de rosas que se enrola em mim e me dá sono. Vou pôr um disco em sua homenagem. John Lennon? Escuta meu amado, escuta essa musiquinha que ele fez antes de morrer, linda né? “Nenhum inferno abaixo de nós, acima de nós apenas o céu” Dear Lennon! Acendo um cigarro. Quem se importa em dormir com os bêbados, o cigarro acesso no peito, dói sim, mas se eu soubesse que você me ama, que sente algo, que tem coração. Não sei aguentar sofrimento dos outros, entende. O seu sofrimento amor, o meu eu aguentaria bem, sou dura. Mas pensar em você é uma droga, quero chorar. Morrer, estamos morrendo. (Dessa ou de outra maneira) estamos morrendo? O povo tem medo, oh! Oh preciso tanto de você, essa vontade de chorar lá sei. Mas não vou chorar, já to chorando. Depressa morra, deveríamos morrer, em sinal de protesto devíamos todos morrer, simplesmente morrer, “eu morreria de amor se adiantasse” você disse lembra? Eu sei, ninguém daria a mínima. Arrancaria o coração do peito, olha o meu sangue, olha aqui meu coração! Era amor? Era a morte? Uma coisa só, respondi num verso. Nesse tempo eu escrevia sobre amor. (slamfactory)

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